Agricultura
A soja é o produto da maior importância na agricultura goiana, representa 51% do
total das lavouras. Goiás o 3º maior produtor nacional, com uma área colhida de
2,17 milhões de hectares e produtividade de 2,90 toneladas por hectare.
O milho é a segunda cultura com maior peso na lavoura goiana, sendo a quinta no
ranking nacional. A produtividade média goiana no cultivo de milho, de 4,7 t/ha,
é a melhor entre os estados produtores do grão, apresentando taxas crescentes
nesses últimos anos. A alta produtividade reflete a adoção de tecnologia de
ponta e sementes altamente selecionadas no cultivo do grão. O maior produtor
goiano de milho é o município de Jataí, que produz 12% da produção goiana.
A produção de feijão em Goiás destaca-se na 4ª posição no ranking nacional, e em
1ª posição entre os estado da Região Centro-Oeste. O cultivo do feijão está
presente em vários municípios goianos. O bom desempenho é resultado das modernas
práticas adotadas por produtores especializados, que utilizam colheitas
mecanizadas, sementes selecionadas e sistema de irrigação, aumentando
significativamente a produtividade do grão. O município de Cristalina é o maior
produtor brasileiro de feijão, com uma produção de 97,4 mil toneladas. O
rendimento médio alcançado nessa cultura em Goiás, de 2.371 kg/ha, é,
destacadamente, o maior do País.
Goiás é líder na produção de tomate industrial, onde predomina o cultivo do
tomate rasteiro, com produção de 800 mil toneladas em 2007. O Estado de Goiás
produz 22,63% do tomate nacional, sendo responsável por 94,04% da produção da
região Centro-Oeste. Os municípios de Itaberaí, Cristalina, Morrinhos e
Piracanjuba são os maiores produtores de tomate do Estado.
A produção goiana de cana-de-açúcar passou de 10,042 milhões de toneladas no ano
de 2000, para 19,85 milhões no ano de 2007, refletindo as excelentes cotações
dos seus principais derivados, o açúcar e o álcool.
O estado tem procurado reunir esforços no sentido de se tornar à nova rota do
setor sucroalcooleiro na região, concedendo incentivos fiscais através dos
programas Fomentar/Produzir e criação do Fundo de Incentivo ao Biodiesel –
Funbiodiesel, que tem como objetivo principal incentivar a pesquisa, inovação e
o desenvolvimento tecnológico em todas as etapas da cadeia produtiva do
biodiesel.
IrrigaçãoO Estado de Goiás é reconhecido como o berço das águas por concentrar em seu
território as nascentes e recargas de três das mais importantes bacias
hidrográficas do Brasil. Isto confere ao Estado, condições excepcionais quanto à
quantidade e qualidade de água para irrigação.
A agricultura irrigada está em pleno desenvolvimento em Goiás. Atualmente a área
total irrigada é de 198 mil hectares, dos quais, 145.600 hectares sob pivôs. Em
1990 existiam 378 pivôs centrais instalados e atualmente são dois mil. Os
sistemas de irrigação utilizam recursos tecnológicos adequados do ponto de vista
agroeconômico possibilitando o uso intensivo da terra gerando assim mais
empregos diretos e indiretos em diversas regiões do Estado.
A irrigação vem desempenhando papel importante no desenvolvimento de alguns
municípios goianos, contribuindo decisivamente para a melhoria do agronegócio e
na diversificação das atividades agrícolas. Tem possibilitado a geração de
riquezas, através do aumento da produtividade e da produção de culturas de maior
valor comercial. As principais culturas irrigadas em Goiás são: feijão, trigo,
café, milho e tomate industrial.
Outras culturasNos sistemas agrícolas já implantados, existem espaços físicos que podem ser
ocupados por outras culturas. Tem crescido muito a produção de outras culturas
não tradicionais, dada a dinâmica do setor agrícola no Estado, a exemplo o
cultivo de girassol, oleaginoso residente à seca, ao frio e ao calor.
Goiás é líder nacional na produção de girassol, com 30 mil toneladas na safra de
2006/2007 destinadas às indústrias de óleos vegetais.
O trigo é outra cultura que tem ganhado importância com crescentes ganhos de
produtividade, principalmente o trigo irrigado, em diversos municípios.
Cristalina é o maior produtor de trigo goiano, com participação de 37%.
Cabe destacar ainda o potencial do Estado para a fruticultura, pois Goiás tem
terra, água e clima para crescer no cultivo de frutas. As principais frutas
produzidas no Estado são a laranja, a banana e a melancia.
Pecuária
Bovinos
Altamente expressiva, a pecuária goiana possui forte participação na economia e
posiciona o Estado entre os maiores produtores brasileiros. Goiás conta com um
rebanho bovino de 21,4 milhões de cabeças o que representa em torno de 10% do
rebanho nacional. O Estado ocupa o 4º lugar no ranking brasileiro.
A tendência da bovinocultura goiana é de grande crescimento, principalmente
devido à maior procura no mercado internacional. Fato relevante para o
desenvolvimento do agronegócio goiano foi o reconhecimento, através de
certificação internacional, de Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação, o que
veio potencializar a exportação de carne bovina.
Dentre os requisitos para exportação de carne bovina, a inclusão dos animais no
Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina -
SISBOV é obrigatória. Trata-se de sistema que caracteriza a origem, estado
sanitário, produção e produtividade da pecuária, bem como a segurança dos
alimentos. Neste contexto a adesão dos pecuaristas goianos ao SISBOV tem sido
significativa, sendo que desde sua instituição (março/2002), foram incluídos na
Base Nacional de Dados do SISBOV, 10,5 milhões de animais, fato que demonstra o
grande empenho do Estado na adequação do rebanho com vistas à exportação.
A bovinocultura goiana representa em torno de 24% do Valor Bruto da Produção da
atividade da Agropecuária, daí sua importância na economia do Estado.
Aves e Suínos
Nos últimos cinco anos, a criação de aves e suínos em Goiás teve crescimento
significativo. O abate de aves, sob inspeção sanitária, em 2000 era de 50,3
milhões de cabeças, atingindo a marca de 186,9 milhões em 2005. Isso significa
que a avicultura goiana cresceu nesse período 271,5%.
Quanto aos suínos, o abate saltou de 95,8 mil cabeças em 2000 para 1,1 milhão em
2005. A ampliação dos plantéis de aves e suínos está diretamente ligada à
instalação, em Rio Verde, no Sudoeste goiano, de um complexo agroindustrial da
Perdigão. A empresa, inclusive, desenvolve novos projetos em Mineiros e Jataí, o
que propiciará maior incremento para os rebanhos avícola e suíno goianos.
Produção leiteiraO Estado de Goiás tem hoje a segunda maior bacia leiteira do País. A produção
local saltou de 2,19 bilhões de litros de leite ao ano, registrados em 2000,
para 2,61 bilhões em 2006, o que corresponde a um salto de 19% em 6 anos. A
produção goiana de leite representa em torno de 13% da produção nacional.
Goiás é também um grande exportador de lácteos para outras regiões do Brasil.
Apenas 15% do que é produzido no Estado de Goiás tem o mercado interno como
destino. Um dos principais consumidores é o Estado de São Paulo.
Os laticínios goianos processam desde produtos simples como leite tipo C até o
butter oil, um dos mais finos derivados, passando pelo leite em pó, longa vida e
bebidas lácteas.
Indústria
Alimentícia
A abundância de matéria-prima fez com que grandes empreendimentos do ramo da
indústria alimentícia transferissem suas plantas industriais para Goiás, o que
possibilitou maior agregação de valor aos produtos da agropecuária, que, há
pouco tempo atrás, eram comercializados in natura em sua quase totalidade. São
diversos produtos beneficiados no Estado, os principais são derivados da soja,
milho, cana-de-açúcar e leite, tomatados, massas, conservas, biscoitos e
frigoríficos (de bovinos, suínos e aves). Neste setor ainda há que se destacar a
importante produção de bebidas (refrigerantes, cervejas, sucos e água mineral).
Dentre as indústrias do ramo alimentício, deve-se destacar a Perdigão,
processadora de carnes de aves e suínos, no município de Rio Verde. Há ainda
grandes empresas como a Caramuru, Comigo e Granol, que são gigantes da área de
óleos vegetais.
A indústria alimentícia é de grande importância na economia do estado, pois
representa 52,5% do total da indústria goiana e participa com 5,4% da indústria
alimentícia nacional.
Calçados e couro
Um setor em expansão no Estado de Goiás, a indústria de calçados e couros guarda
relação direta com a produção de carne bovina que é uma das maiores do país, e
agrega valor à cadeia produtiva.
Em Goiás existem cerca de 21 curtumes em atividade que produzem 13,2 milhões de
metros quadrados de couro e geram mais de 3.300 empregos. O principal deles é a
indústria Brasil Peles e Couros (Braspelco), instalada em Itumbiara em 2003. A
empresa, cuja matriz é em Uberlândia-MG, possui estrutura de grande porte, com
oito unidades industriais distribuídas estrategicamente em todo o País. O grupo
é o maior exportador do Brasil na área em que atua, sendo a unidade goiana
considerada modelo em todo mundo, tanto em escala de produção quanto em
tecnologia de ponta utilizada na fabricação de couro. Emprega 1,4 mil pessoas
diretamente e tem capacidade de produzir 2 milhões de couros/ano.
Na ponta da cadeia coureiro-calçadista estão as indústrias de calçados que
crescem ano a ano. Segundo o Sindicato das Indústrias de Calçados no Estado (Sindicalce),
elas já somam mais de 800, destas, 650 são formalizadas.
Os números das exportações de couros e calçados são crescentes e mostram vigor
para aumentar nos anos vindouros. Motivadas pela instalação da Braspelco, de US$
22,5 milhões em 2003, as exportações de couros saltaram para US$ 106,8 milhões
em 2006. A receita da exportação de calçados e suas partes aumentaram em 28,5%
de 2002 para 2006, e já são comercializados calçados goianos em mais de 38
países.
Confecção
A indústria de confecção é bastante representativa para a economia goiana. Nos
últimos anos este setor contribuiu para que o Estado de Goiás ganhasse destaque
neste segmento, isto em decorrência do número de empresas instaladas e da
qualidade dos produtos.
Em Goiás existem 4.300 empresas registradas, sendo 60% localizados na capital
goiana. O setor também está presente em vários municípios goianos, com maior
concentração de empresas em Jaraguá, Anápolis, Inhumas, Goianésia, Trindade,
Aparecida de Goiânia, Jataí, Rio Verde, Morrinhos, Catalão e Pontalina. Uma
característica importante do setor é o fato de 90% do segmento serem formados
por micro e pequenas empresas as quais se encontram distribuídas por todo o
Estado em forma de aglomerações. O setor gera cerca de 31.000 empregos diretos e
aproximadamente 60.000 indiretos, sendo a produção direcionada para o comércio
interno e externo.
No âmbito interno as confecções goianas comercializam seus produtos para todos
os estados da Federação, com destaque para os estados da região Nordeste e o
Distrito Federal. No comércio exterior os principais importadores das confecções
goianas são: EUA, Espanha, Portugal e Itália, sendo a moda praia a preferida
entre os variados estilos.
Farmacêutica
Goiás é hoje um estado que oferece grande potencial para o desenvolvimento do
setor farmacêutico. Localizado no coração do Brasil, numa área privilegiada,
eqüidistante tanto dos mercados consumidores e fornecedores quanto dos
principais portos de escoamento do Atlântico.
O Estado possui hoje um dos maiores pólos farmacêutico do País - com 23 empresas
- e o primeiro na fabricação de medicamentos genéricos. A indústria farmacêutica
em Goiás apresenta um crescimento quase três vezes maior que o registrado pelo
setor no País. Em 2006, as vendas do segmento, no âmbito nacional, foram de R$
23,78 bilhões, um crescimento de 6,94% ante os R$ 22,23 bilhões registrados no
ano anterior, conforme a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac).
Já no Estado, as indústrias do ramo venderam US$ 1,334 bilhão em 2005. Dados do
Sindicato das Indústrias Farmacêuticas de Goiás revelam que o crescimento da
indústria farmacêutica em 2006 saltou para US$ 1,634 bilhões, um crescimento de
22,51% .
A indústria farmacêutica goiana está concentrada quase integralmente no eixo
Goiânia-Anápolis, com seu núcleo no Distrito Agroindustrial de Anápolis-DAIA.
Interagindo com os laboratórios farmacêuticos nessa região, encontram-se algumas
empresas fornecedoras de insumos e prestadoras de serviços e um amplo conjunto
de instituições públicas e privadas de suporte, caracterizando a existência de
um arranjo produtivo local (APL) com grande potencial de desenvolvimento.
Mineração
Goiás é hoje o terceiro produtor de bens minerais do País. Detém as maiores
jazidas e produções brasileiras de níquel, cobalto, amianto-crisotila,
vermiculita, a segunda produção de fosfato, nióbio e de ouro. Com essa
diversificação, a indústria mineral de Goiás apresenta segmentos modernos e
gestão similar às das grandes corporações internacionais, ajustando-se ao
cenário da economia global.
O Levantamento Aerogeofísico do Estado de Goiás constitui o maior levantamento
até então realizado em Goiás e no Brasil. Este levantamento, utilizando a mais
avançada tecnologia de geofísica, coloca o território goiano como destaque nos
programas mundiais de pesquisa mineral das grandes empresas de mineração. Com
esse instrumento, disponibilizado em 2004, o Estado de Goiás é objeto de um
histórico e expressivo aumento do número de alvarás de pesquisa mineral ao DNPM
- Departamento Nacional da Produção Mineral, tornando-se um dos estados com
maior aporte de investimentos privados em pesquisa e prospecção mineral visando
à descoberta de jazidas minerais.
PIB
A produção de riquezas em Goiás vem apresentando um bom desempenho no decorrer
dos últimos anos. As taxas de crescimento de Produto Interno Bruto goiano têm
resultado acima da média nacional. Com um crescimento médio de 4,84% desde 2000,
o dobro do crescimento médio do país (2,03%), Goiás é a 10ª economia brasileira,
conforme os últimos dados consolidados. Seu PIB, divulgado em 2007, é de R$ 51
milhões.
O avanço da economia goiana nos últimos anos deve-se principalmente ao processo
de industrialização ocorrido com a instalação e ampliação de diversas plantas
industriais, principalmente de grandes agroindústrias, devido à importante
produção agropecuária do estado. Goiás é o 4º estado produtor de grãos e possui
o 4º maior rebanho bovino do Brasil. A agregação de valor aos produtos da
agropecuária alterou o quadro econômico de Goiás, no qual o setor industrial vem
avançando na produção de riquezas e se tornando forte na economia goiana.
Atualmente, a agropecuária é responsável por 22% da economia goiana, a indústria
participa com 35% e o setor de serviços com 43%. No setor agropecuário, a
produção de bovinos responde por 5% da geração de riquezas do estado. A produção
de soja vem em segundo lugar, cuja representatividade é de 3,5% na economia
goiana.