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12/01/2010
Uma aliança para mudar a história de Goiás
Um ponto une a biografia de grandes líderes da humanidade. Em algum momento da vida, todos eles abriram mão de projetos pessoais em nome do bem da comunidade ou da nação. Políticos que aceitam submeter as suas próprias ambições a projetos coletivos maiores são, invariavelmente, lembrados com gratidão por gerações futuras. Em Goiás, existem dirigentes de reconhecido valor tanto no PMDB quanto no PT, partidos que caminham para se aliar nas eleições de outubro para dar início da uma longa fase de prosperidade no Estado.
A visita a Goiânia do ministro interino de Relações Institucionais, Olavo Noleto, conforme reportagem do *Diário da Manhã* de sábado (9) revela um cenário novo que denota o amadurecimento da política de alianças no Estado: todas as principais correntes do PT estavam representadas no gabinete do prefeito Iris Rezende. Vimos Pedro Wilson e Marina Sant'Anna, que são da tendência Movimento Cerrado, dividindo mesa com Rubens Otoni e Valdi Camarcio, que são da ala PT pra Vencer, lado a lado com o secretário Osmar Magalhães e o vice-prefeito Paulo Garcia, do bloco Articulação.
Quem não gostou do que viu no jornal foram os adversários desta aliança que demonstrou força e consistência nas eleições municipais, tanto é que se saiu amplamente vitoriosa. Desta forma, parece cada vez mais distante a tese segundo a qual o PT estaria dividido no que diz respeito à composição com o PMDB neste ano.
O que une PMDB e PT nas eleições para governador em Goiás não são acordos fisiológicos que resultam em coligações heterogêneas. É, na verdade, um programa de desenvolvimento para o Estado e o País. Na base deste projeto estão a aplicação de políticas arrojadas de distribuição de renda, controle de inflação, interiorização do desenvolvimento econômico, estabilização da moeda, aumento do poder aquisitivo das classes menos favorecidas e uma série de outras medidas iniciadas pelo presidente Lula em 2002.
O eleitor terá, em outubro, a chance de renovar os votos de esperança neste projeto que será agora conduzido pelas mãos hábeis da ministra Dilma Rousseff. O PMDB, na condição de partido com maior número de senadores e prefeitos eleitos em todo Brasil, teria o legítimo direito de lançar o seu próprio candidato à Presidência, mas pode outra vez repetir a aliança que mudou o País.
O sucesso da candidatura de Dilma depende do apoio que ela vai receber nos Estados. Em Goiás, PT e PMDB devem caminhar juntos. Iris, um político de invejável visão de futuro, deu exemplo ao País nas eleições municipais ao compor sua chapa com o médico Paulo Garcia, uma das mais gratas surpresas dessa administração. O mesmo sentido desta vitória pode se repetir agora.
Ao lado de Iris, Dilma terá um palanque de peso em Goiás. E torcemos para que a base de partidos que apoia Lula em Brasília tenha o bom senso de se reunir toda em torno da candidatura do prefeito, tendo ainda opções extraordinárias como o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles e o deputado Rubens Otoni.
O mais importante é que a base de Lula em Goiás eleja um governador que possa apontar o caminho para o crescimento da nossa economia, e que garanta ao Estado um projeto de desenvolvimento sério, competente e com avanços sociais. Juntos, PMDB e PT vão construir mais uma trajetória vitoriosa.
Mara Naves é deputada estadual e líder do PMDB na Assembleia |